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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Veja como utilizar o gelo em lesões ortopédicas PDF Imprimir E-mail
Por Dr. Neto
O Webrun agora conta com um novo colunista. O Dr. Neto, especialista em medicina esportiva, ele trará todo mês um novo artigo esclarecedor sobre lesões, e dúvidas que o atleta de corrida pode ter. Para começar ele fala sobre o uso do gelo nas lesões. Será que aquela bolsa de gelo ajuda mesmo? Confira.

São Paulo - A utilização do gelo como proposta terapêutica para o alívio da dor é denominada crioterapia e até hoje alvo de controvérsias em relação a sua utilização. Desde a Grécia e Roma Antiga já se utilizavam neve e gelo com finalidades terapêuticas, prática que passou a ser difundida há muito tempo.

No meio veterinário, por exemplo, o gelo é usado como forma de auxiliar na recuperação muscular dos membros inferiores de cavalos de corrida. No início da década de 60 surgiram os primeiros estudos científicos realizados com o uso da crioterapia algumas horas após a ocorrência de lesões.

Apesar de ser considerado um antiinflamatório natural, o gelo nem sempre diminui a resposta inflamatória, como se acredita no meio esportivo, mas ele reduz sim os sintomas e os sinais clássicos da inflamação: dor, inchaço (edema), vermelhidão (rubor), aumento da temperatura local, e diminuição da função do membro ou da articulação.

Portanto, sua indicação na fase inicial do tratamento é restrita principalmente ao controle da dor e do edema, além de causar uma diminuição do consumo de oxigênio conseqüente à lentificação do metabolismo, fenômenos que ocorrem devido à diminuição do potencial de ação, ou seja, menor transmissão de impulsos nervosos.

Os principais efeitos da aplicação do gelo (crioterapia) são a diminuição da dor (analgesia) e do espasmo muscular, sendo que diversas teorias são propostas pelos autores para explicar estes efeitos. As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado, bolsas químicas, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de spray com efeito congelante.

Todas elas são utilizadas em ciclos de 15 a 20 minutos a cada hora. Existem algumas precauções que devem ser adotadas quando há utilização de gelo, como evitar regiões com grandes nervos superficiais (por exemplo, no lado externo do joelho junto à cabeça do osso da fíbula), regiões sensíveis como extremidades de mãos e pés, e nunca dormir com uma bolsa de gelo junto a qualquer parte do corpo.

Ainda que sua utilização seja controversa, eu utilizo e recomendo gelo tanto na fase aguda quanto nas fases crônicas no tratamento de lesões ortopédicas.

Dr. Neto

Consultor Webrun da seção Medicina Esportiva. É graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e também em cinesiologia, Magna Cum Laude pela Texas Christian University, nos Estados Unidos. Médico pós-graduado em Fisiologia do Exercício, especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT. Atualmente trabalha no Instituto VITA (Higienópolis) em São Paulo. Site: www.doutorneto.med.br
 

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