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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Introdução – lesões nos joelhos PDF Imprimir E-mail

Os Estados Unidos gastam cerca de US$ 282 milhões por ano com tratamento de lesões esportivas. Nas emergências dos hospitais americanos, 16% dos atendimentos estão relacionados a atividades físicas. Não há dados confiáveis sobre o problema no Brasil, mas os especialistas constatam nos consultórios que as pessoas estão se exercitando de forma errada ou em excesso. "Crianças e adolescentes já praticam esportes com os pais cobrando resultados. Muitos vêem nos filhos habilidosos, especialmente no futebol, futuros arrimos de família", diz o professor Moisés Cohen.  "Esse excesso é muito prejudicial. O ser humano quer sempre ir além. Mas a linha entre o saudável e o patológico é tênue."

De todas as lesões ortopédicas, as de joelho são as que levam mais pacientes aos consultórios médicos. Há duas razões para isso: a busca pela qualidade de vida saudável e a valorização dos esportes competitivos. Há influência direta dos pais  que colocam os filhos em treinos puxados muito precocemente. Os esportes de contato realizados de forma mais profissionais são iniciados precocemente e abandonados tardiamente. Vê-se hoje em dia categorias de esportistas competitivos além dos 80 anos de idade. Esse fato faz com que a quantidade de lesões diagnosticadas cresce progressivamente. Nos principais consultórios de ortopedia, as lesões de joelho aumentam cerca de 5% ao ano, segundo estimativa do ortopedista Rene Jorge Abdalla. As lesões no joelho são as que mais afastam as pessoas dos esportes porque, em geral, são as mais graves. Quando não são tratadas corretamente, podem levar à degeneração da articulação (artrose). O futebol é a modalidade que causa as piores lesões. Esportes coletivos, de impacto, com mudanças de direção bruscas, rotações e movimentos repetitivos praticados de maneira inadequada são os vilões dos joelhos. "Não chegamos a ponto de dizer que praticar esportes faz mal. Mas pode ser uma faca de dois gumes", afirma o ortopedista Ricardo Cury. A vaidade leva ao exagero e às lesões típicas das academias em atividades como musculação, spinning e step. Por outro lado, o sedentarismo e a obesidade também prejudicam os joelhos. Um quilo a menos de peso corporal equivale a 4 quilos a menos durante a caminhada.

Quando a prevenção falha, o tratamento vai desde repouso e uso de antiinflamatórios até cirurgia. Em geral, a recuperação demora. O paciente pode ficar seis meses sem praticar a atividade física habitual. Na hora de retomar o esporte, é preciso diminuir a intensidade ou trocar de modalidade.

Depois da lesão, é preciso ter cuidado com exercícios de fortalecimento. Apenas fisioterapeutas e médicos podem indicar séries para melhorar a situação. Mesmo assim, não existem exercícios de fortalecimento para tecido ou cartilagem lesados. Só os músculos ganham força. O importante é estar em forma e com reflexos apurados. Isso é conseqüência de uma atividade física regular e de boa qualidade. Continua valendo o alerta que é consenso entre os médicos: atleta de fim de semana só se machuca.
 

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