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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Artroscopia - Evolução e Aplicações PDF Imprimir E-mail

Foi Phillipe Bozzini, em 1806, quem primeiro apresentou um dispositivo com o qual era possível iluminar e visualizar uma cavidade natural, mas só em 1853, Desormeaux, desenvolveu um sistema óptico com espelhos que permitia iluminar a bexiga através de uma luz exterior e observá-la. Este dispositivo foi por ele designado de endoscópio e possibilitava a realização de uma técnica de observação que passou a ser conhecida por endoscopia.

As primeiras utilizações de um endoscópio para observar uma cavidade articular remontam a 1918, quando o médico japonês Takagi explorou pela primeira vez o joelho, tornando-se assim o pioneiro da artro-endoscopia, que mais tarde passou a designar-se, por simplificação, artroscopia e recebendo o endoscópio para tal utilizado o nome específico de artroscópio.

A artroscopia é, portanto, por definição, a observação através de um sistema óptico (endoscópio) de uma cavidade articular.

Quais os progressos da artroscopia?

Muitos tem sido os progressos da artroscopia quer na criação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, quer no desenvolvimento das técnicas de utilização, que foram permitindo evoluir da visualização da articulação, com fins puramente diagnósticos, (artroscopia diagnóstica) para a possibilidade de executar procedimentos cirúrgicos (artroscopia cirúrgica). Geist foi um dos pioneiros, em 1926, ao realizar a primeira biópsia sinovial e Watanabe foi seu seguidor, em 1962, ao tratar pela primeira vez, através desta técnica, uma lesão meniscal.

Atualmente a artroscopia realiza-se com uma sofisticada aparelhagem, que inclui um sistema óptico de lentes rodeado por feixes de fibras ópticas (artroscópio), que permite a condução, para dentro da articulação, da luz gerada exteriormente (por uma fonte de luz fria) e, simultaneamente, a captação da imagem intra articular e a introdução ou aspiração de líquido da cavidade articular. A este dispositivo, que tem um diâmetro na ordem dos 4 mm, acopla-se uma mini vídeo-câmera que transmite a imagem captada, reproduzindo-a num monitor de vídeo. Neste sistema está integrado um digitalizador de imagem que permite o registro e arquivo das imagens encontradas. Para além deste equipamento utiliza-se um complexo conjunto de instrumentos ou aparelhos, nomeadamente motorizados, adaptados para a realização das diferentes técnicas.

Que articulações podem ser observadas e tratadas por artroscopia?

Também o número de articulações passíveis de serem observadas e tratadas por este meio foi progressivamente aumentado, evoluindo do joelho para o ombro, o cotovelo, a articulação tíbio-társica, o punho, o quadril e, em termos teóricos, todas as articulações.

Quais as capacidades atuais da artroscopia?

O desenvolvimento do instrumental e a evolução tecnológica no domínio da miniaturização e dos sistemas ópticos e de vídeo, tornaram a artroscopia diagnóstica e cirúrgica uma técnica de grande capacidade de visualização intra-articular, que permite, graças à excelente qualidade de imagem obtida, um diagnóstico preciso e a possibilidade de realização de inúmeros procedimentos cirúrgicos, mercê da quantidade e eficácia dos instrumentos disponíveis. Cada vez mais a artroscopia com o objetivo de diagnóstico tem seu espaço reduzido. Vários métodos diagnósticos não invasivos evoluíram juntamente com a artroscopia tornando esta específica para tratamento das lesões.

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Atualmente, realizam-se cada vez mais procedimentos cirúrgicos por artroscopia, num número crescente de articulações, nomeadamente em articulações de reduzidas dimensões, como, por exemplo, o punho, em que se utilizam instrumentos de, ainda, menores dimensões.

Pela sua frequência destacam-se, no joelho, o tratamento das lesões meniscais , as reconstruções dos ligamentos cruzados, as remoções de corpos livres e os tratamentos das lesões da cartilagem articular .

No ombro, as reparações das roturas tendinosas e das instabilidades são hoje tratadas artroscopicamente e, no tornozelo, muitos são, também, os procedimentos cirúrgicos possíveis, por esta técnica. A taxa de sucesso de todos eles é extremamente elevada e praticamente isenta de complicações.

Quais as vantagens da artroscopia?

Tornou-se assim possível atuar cirurgicamente nas lesões articulares com muito menor agressão do doente, com cicatrizes muito menos extensas e dolorosas e conseguindo uma melhor e mais rápida recuperação, o que faz da artroscopia a técnica de eleição para tratamento das lesões intra-articulares e indispensável no âmbito da Ortopedia e da Medicina Desportiva.

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