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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
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Auto-transplante de cartilagem

Em graus variados, as doenças degenerativas da cartilagem ( artrose ) afetam grande parte da população depois dos 45 anos, embora só alguns casos atinja gravidade suficiente para determinar sintomas e conduzir a limitação funcional. Pode no entanto apresentar-se em qualquer idade, mesmo em jovens adolescentes, que ao praticarem atividades físicas, submetem seus joelhos, a traumatismos graves e repetitivos.

No joelho normal a espessura da cartilagem pode atingir 5 a 6 mm (articulação do fêmur e tíbia) e até 8 mm na superfície articular da patela.

A artrose é uma deterioração do tecido cartilaginoso que perde a regularidade e a elasticidade. Estas lesões podem apresentar-se em vários estágios o torna-se importante para dar sequência ao tratamento.

Esse estadiamento varia desde um simples amolecimento, passando pela fissura e fibrilação, até ao descolamento completo do osso subjacente, com desenvolvimento de verdadeiras crateras de dimensões variáveis.
Há também alterações da integridade da cartilagem, decorrentes de traumas diretos ou indiretos, causando fraturas do tecido, evidenciadas por profundas soluções de continuidade.

Todas as articulações podem ser acometidas pela artrose, contudo, os joelhos são de longe as mais atingidas, devido fundamentalmente a frequentes alterações de carácter mecânico (geno varum e geno valgum) e ao esforço a que são submetidos.
O tratamento cirúrgico nos casos avançados de artrose, com perdas expressivas da cartilagem articular, é o tratamento de eleição. Entretanto para as lesões focais profundas ( grau IV ), bem delimitadas e pouco extensas, desenvolveu-se recentemente uma técnica cirúrgica de reparação, designada     “ mosaicoplastia “. Essa consiste no preenchimento, dessas áreas desprovidas de cartilagem ou com cartilagem francamente deteriorada, por transplante de um enxerto ósteo-cartilaginosos “ saudável “  colhida em áreas da mesma articulação, mas não envolvidas no contato articular estrito ou com sustentação de carga.

Esta técnica cirúrgica requer muita precisão, não só na escolha da cartilagem a transplantar, de modo a não haver lesão da mesma, mas também na sua implantação. A má utilização dessa técnica pode fazer com que o fragmento osteocondral coletado para o transplante torne-se inviável.

A  “ mosaicoplastia “ ao possibilitar a “ pavimentação “, de uma cratera articular, permite que se crie ao fim de algumas semanas uma nova superfície de cobertura, constituída por cartilagem e fibrocartilagem de aceitáveis qualidades plásticas e de efetividade duradoura .

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Importa finalmente salientar que esta técnica, apesar de possibilitar a resolução de muitas situações clinicas. Cada caso clínico requer ser enquadrado em rigoroso protocolo pré-operatório de decisão terapêutica. No estado atual da sua prática, apenas se utiliza em doentes com menos de 45 anos .

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Fonte: http://www.alternet.pt/olympica/diartro/mosaicoplastia.htm

 

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