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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Osteocondrite Dissecante PDF Imprimir E-mail

OSTEOCONDRITE JOELHO

O que é a osteocondrite dissecante(OD) do joelho?

Apesar de rara (15casos/100.000 habitantes), a osteocondrite dissecante é uma lesão que atinge a cartilagem e o osso logo abaixo dela (osso sub-congral). Esse patologia possui relação íntima com a prática esportiva. Acomete mais freqüentemente as crianças, adolescentes e adultos jovens. . A faixa etária predominante encontra-se ao redor da segunda década de vida sendo o pico ao redor dos 18 anos.. Quando acomete crianças abaixo dos 10 anos de idade o prognóstico de cura é muito favorável. O local mais freqüente é a face lateral do côndilo femoral medial, estando intimamente ligado a inserção do ligamento cruzado posterios (LCP). Somente 15% dos casos a localização difere dessa.

Como ocorre a Osteocondrite Dissecante?

A causa exata da OD é ainda desconhecida, mas há algumas teorias que tentam explicá-la. A teoria traumática afirma que a lesão seja causada pelo contato entre duas superfícies de cartilagem que se comprimem de forma intensa durante certos movimentos do joelho, causando uma lesão por contato. A teoria vascular explica que uma pequena artéria estaria obstruída, interrompendo o fluxo sanguíneo para o osso, causando um sofrimento dos tecidos ao redor.

Quais são os sintomas?

Nem sempre conhecemos o início da lesão, pois a cartilagem de uma articulação não tem inervação, portanto o que dói não é a cartilagem e sim o osso que está logo abaixo dela (osso subcondral). Para que uma OD cause dor o osso deve ter sido afetado.
Os sintomas podem variar desde uma dor de instalação progressiva que piora com algumas posições de flexão e rotação do joelho, até o derrame articular (aumento da produção do líquido de lubrificação) e por último uma complicação mais grave que seria o destacamento parcial ou total de um fragmento de osso e cartilagem, formando aquilo que conhecemos como “corpo livre”. O corpo livre pode causar sensações de “algo se movendo” no joelho, provoca estalos por vezes dolorosos e pode causar até episódios de bloqueio da articulação.

Como a OD pode ser diagnosticada?

O exame físico do joelho pode ser pouco específico para estas lesões mesmo nas mãos de um especialista, portanto é importante que se identifique a lesão através de radiografias simples complementadas pela ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Tais exames não só identificam a lesão, como possuem a propriedade de avaliar as características do fragmento. Um dos achados clínicos mais freqüentes é a trofia muscular da coxa associada ou não a derrame articular. Portanto, os exames (Rx, RM e TC) são importantes para se determinar a gravidade da lesão, o potencial de cura e as complicações. A Ressonância Magnética pode nos fornecer dados sobre a estabilidade do fragmento osteocondral. Não raras vezes essa patologia é descoberta somente com o diagnóstico de um corpo livre articular que pode causar sintomas de bloqueio e dor no joelho.

Como podemos tratar a OD do joelho?

O fragmento osteocondral afetado pode apresentar-se fixo, parcialmente deslocado ou totalmente deslocado, fato este que interfere diretamente no tratamento.

Muitas são as formas de tratamento. Inicialmente retira-se a carga do paciente, permitindo que ele caminhe sem o apoio no membro afetado durante algumas semanas, com o auxílio de muletas. Os imobilizadores do joelho podem ser usados para restringir os movimentos na fase inicial. A OD tem um bom potencial de cura espontânea na criança o que já não acontece no adulto jovem.
O tratamento cirúrgico está indicado nos casos onde o tratamento conservador falhou e nas complicações, como: destacamento parcial e total do fragmento. Várias técnicas são descritas para reparar a lesão, já que a superfície da cartilagem de uma articulação deve ser perfeitamente lisa e uniforme para o seu bom funcionamento. O método mais utilizado para os fragmentos instáveis é a fixação do fragmento por parafusos sem cabeça (Herbert) ou pinos absorvíveis.

Diagnosticar cedo uma lesão é prevenir complicações. A probabilidade de ocorrerem alterações degenerativas no futuro depende de vários fatores: idade do paciente, tamanho do fragmento e localização da lesão. Essas alterações degenerativas são observadas principalmente em pacientes cujo diagnóstico e tratamento foram realizados após a maturidade esquelética.

Fonte : http://www.rbo.org.br/pdf/1998_nov_33.pdf

 

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