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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Tendinopatia Patelar PDF Imprimir E-mail
O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela) é um local comum de lesões, principalmente em atletas. O treinamento esportivo geralmente benificia as qualidades e características dos tendões, porém, a intensidade e a freqüência com que ocorre na população de esportistas é desconhecida. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que envolvem saltos, como volei, basquete e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de "joelho do saltador" (ou jumper's knee).

Para entender um pouco mais, o tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps), seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.

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As lesões do tendão patelar fazem parte de um grupo maior de doenças que causam o que os ortopedistas chamam de "dor anterior do joelho". Dessa forma, o atendimento médico visa o diagnóstico clínico da doença específica responsável pela dor do esportista. Basicamente, as lesões do tendão patelar são as tendinopatias ("tendinites"), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. Geralmente as lesões ocorrem na porção proximal do tendão, ou seja, logo abaixo da sua origem na patela.

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável.

A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde, consequentemente o mecanismo extensor perde a sua função.

Tipos de exames

Os exames de imagem são excelentes para auxiliar os médicos no diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

Inegavelmente são a ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) os dois métodos mais indicados para a avaliação desses atletas. Ambas podem detectar um espessamento heterogêneo do tendão, com ou sem focos de rupturas parciais. Pessoalmente, acho que a RM é superior à US na distinção entre áreas de degeneração e pequenas rupturas no interior de um tendão muito alterado e na avaliação da extensão de rupturas parciais. Ambos os métodos são excelentes para fazer um acompanhamento evolutivo da lesão.
O fato de o tendão ser superficial e grande facilita a sua avaliação pela US. Ainda assim, a RM é um exame mais completo. E isso se justifica na capacidade que a RM tem de avaliar a articulação do joelho como um todo. Além de estudar muito bem o tendão patelar, a RM avalia outras estruturas que podem apresentar lesão, provendo informações para o diagnóstico diferencial. Afinal, como mencionado anteriormente, há outras doenças ou lesões que podem simular os sintomas do tendão patelar, como condromalácia patelar, inflamação da gordura infra-patelar (de Hoffa), doença de Osgood-Schlatter, bursites e osteoartrose patelo-femural.

Ao receber um relatório de RM, o médico terá muitas informações para completar o diagnóstico clínico e iniciar o tratamento específico. E se a lesão já for conhecida, com um exame de controle, ele saberá como está a sua evolução, e poderá orientar o atleta de forma prevenir (ou pelo menos tentar) que a lesão progrida como, por exemplo, para uma ruptura total. Concluindo, a RM é uma excelente ferramenta a serviço da medicina esportiva para o diagnóstico inicial de doenças do joelho, especialmente a lesão do tendão patelar, porque permitirá diagnosticá-la, graduá-la e diferenciá-la de outras alterações. Ao fazer o acompanhamento da lesão, fornecerá informações úteis para a prevenção de complicações.

RUPTURA PARCIAL OU TOTAL

A ruptura de tendão patelar é uma lesão que acomete o adulto jovem, entre a terceira e quarta décadas de vida. Ocorre geralmente após trauma indireto, queda da própria altura ou atividades esportivas que proporcionem micro traumas de repetição sobre o joelho. Doenças sistêmicas como Lúpus Eritematose Sistêmico (LES), Artrite Reumatóide (AR), insuficiência renal e hiperparatireoidismo podem estar associadas ou serem a causa principal da lesão.A maior parte das rupturas ocorre quando o joelho está fletido (cerca de 60 graus) e submetido a carga excessiva. A grande maioria ocorre no pólo inferior da patela (mais que ao nível tuberosidade anterior da tíbia). Essa lesão causa uma grande impotência funcional.

 

Exame-clínico:

  • Deve distinguir rupturas parciais das totais;
  • Revela GAP palpável no ligamento patelar;
  • Patelas assimétricas;
  • Patela alta;
  • Incapacidade de extender o joelho (lesões completas);
  • Nas lesões parciais ou naquelas em que a retinácula extensora está mantida o paciente pode ter a capacidade de extender o joelho, mas a extensão completa pode estar prejudicada;
  • Notar que pacientes com lesão parcial podem não extender o joelho por dor ou derrame articular;
  • Considerar punção articular e infiltração de lidocaína prévia a solicitação para o paciente fazer a extensão do joelho;
Rx Lateral:

- pode revelar pequena avulsão do pólo inferior da patela;
- patela significantemente alta é evidente,
- o pólo inferior da patela se mantém acima da linha de Blumensaat;

Tratamento Conservador:

- somente para lesões parciais do ligamento patelar;
- lesões parciais podem ser tratadas com imobilização por 3-6 semanas;
- lesões completas do ligamento patelar demandam reparo cirúrgico;
- sutura término terminal pode não ser possível em reparos tardios ou lesões crônicas;


Tratamento Cirúrgico:

- tendinoplastia em lesões crônicas sem ruptura tendinosa

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- usando sutura término terminal nas lesões completas agudas;
- uso de enxerto para lesões completas crônicas


Conduta pós-operatória:

- Historicamente usa-se a imobilização em extensão por 6 semanas, porém , muitos cirurgiões estão agora permitindo a mobilização passiva no pós-operatório imediato;
- Apoio total é permitido (usando imobilizador de joelho);
-Exercícios de piscina

Fontes:

http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/7673?pag=1

http://www.webacademia.com.br/lesoes-do-esporte/50-lesao-do-tendao-patelar.html

http://www.neoesporte.com.br/upload/ortopedia_geral/ruptura.pdf

 

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